FILME: DEIXA ELA ENTRAR
Trailer.
Ainda cultivo o prazer de assistir certos filmes na tela grande. Gosto principalmente daqueles que fogem do grande circuito, e são exclusividade de umas poucas salas, geralmente dentro do círculo chamado de “alternativo”.
Sempre que vou para São Paulo, dou um jeito de dar uma escapulida para a Avenida Paulista, região bem servida de salas, salinhas e salões de cinema. Mês passado tive a chance de ver um lançamento bacana, e infelizmente ignorado pelas grandes cadeias: Deixa Ela Entrar.

O filme é um terror sueco, centrado na história de um garoto chamado Oskar. Perseguido por outras crianças na escola, o molequinho vive solitário, simulando vinganças imaginárias contra seus inimigos, até que conhece Eli – uma garota que muda-se para o apartamento vizinho ao de Oskar.
O que vêm a seguir, como o próprio título entrega, é o fato da menina não ser exatamente uma menina, e sim uma vampira.
É uma história de amor com toques de horror. E o final, talvez óbvio para alguns mas não para mim, me deixou com uma dúvida tremenda sobre…( não irei comentar para não estragar a surpresa para quem não viu ).
De qualquer modo, recomendo este filme para quem gosta de histórias que fujam ao padrão e tenha certa paciência – pois a história tem um ritmo beeem lento (do grupo que me acompanhou, ouvi roncos de pelo menos dois amigos).
O Cine Bombril já tirou Deixa Ela Entrar da programação, mas fica a recomendação do local. Além de geralmente exibir filmes menos comerciais, ele fica bem localizado – suas instalações estão no subsolo do Conjunto Nacional, que fica bem de frente para a Estação Consolação do metrô.
Caso você também curta figuras de ação, pode aproveitar e visitar a Coleciona, que fica ali na Augusta mesmo, bem a mão…
E, se estiver com fome, aproveito para recomendar também o Café Viena, que fica dentro da Livraria Cultura! – o cardápio é muito gostoso, com destaque para os salgadinhos e os sucos, sempre fresquinhos.
Fora isso (sim, tem mais!), na Cultura você também encontrar um bom acervo de quadrinhos importados, sendo o setor quase colado ao cantinho do Viena.
Caramba, comecei falando de um filme e terminei falando de comida. Acho que estou perdendo a mão na hora de blogar!

























FALA, Fritador!
Assisti, recentemente, esse filme, e adorei. Especialmente o fato de ser mais um drama que um filme de horror tradicional, muito sensível e introspectivo, mas que também funciona MUITO bem nos momentos em que rpecisa assustar ou impressionar. Dá até medo do remake americano que estão produzindo.
Curiosamente, assisti numa sessão na casa de uns amigos, em companhia do marido sueco de uma das nossas amigas. E foi legal ter a perspectiva “local” sobre o filme, inclusive sobre a noite perpétua que parece presente em quase todas as cenas (ele explicou que, no inverno, escurece tipo às três da tarde por lá).
E deixa eu te recomendar o livro no qual é baseado o filme – Ainda não vi em português, mas na Cultura tem a edição americana. MUITO bom, e tem várias passagens que ficaram de fora do filme.
Grande abraço,
J.
November 6th, 2009 at 12:17 pm