AVALIAÇÃO: OS PODEROSOS VINGADORES NR.52


Marvel Comics - Panini - Os Novos Vingadores - A Iniciativa - nr. 52

A revista Os Novos Vingadores deverá ficar com 100% de aproveitamento a partir do número 53, graças à estréia da nova fase do Poderoso Thor nas páginas da revista. Como na edição deste mês de Maio temos a conclusão do arco xarope da Miss Marvel, creio que será ela a excluída do mix, já que Capitão América, Vingadores e Illuminati ainda estão em (ótimas) tramas inacabadas.

Capitão América traz a parte três de A morte do sonho, mostrando o Soldado Invernal correndo atrás do escudo do Capitão América e tendo um embate com uma velha conhecida (que, aliás, é vingadora!).

Somente agora comecei a simpatizar com esse Buck trazido dos mortos, e já não acho mais uma má idéia vê-lo com o traje do Capitão por alguns anos. Tenho de reconhecer que o personagem é interessante, e está sendo bem trabalhado. A prova maior disso, é que finalmente deixei de lado aquela sensação de enganação com a ressurreição do camarada. E com certeza eu não estava sozinho neste barco!

Os Novos Vingadores traz a parte quatro do arco Revolução. Se o comecinho da história não estava me interessando completamente, com a presença da Eco (que nunca gostei), agora as várias pontas soltas que estão sendo costuradas em flashback me fisgaram de vez.

A grande surpresa aqui, para quem não sabe ainda, é a revelação da identidade do novo Ronin - que, para mim, foi um golpe de mestre para criar empatia com quem ainda não curtia essa equipe dos Detran Avengers. ;)

Muita gente prefere a formação d`Os Poderosos Vingadores somente por achar (com razão) que seu grau de poder é superior. Porém, se for para usar somente este critério, é melhor correr atrás da revista da Liga da Justiça…. nos Vingadores, o que me interessa é o mix do grupo - e o que o escritor faz com ele.

Quanto mais misto, melhor - e quanto mais caras secundários, melhor ainda.

Reclamam da equipe atual, com caras como Cage e Aranha, mas estou gostando da forma como os heróis estão sendo retratados. O fato de nunca terem trabalhado em grupo antes, por tanto tempo, não me incomoda. Eles ainda mantém a mesma personalidade, então está ótimo.

O lance do time-B não é grau de poder, mas sim boas histórias. E eles nem precisam de balõezinhos de pensamento para isso. :D

Miss Marvel não consegue me criar o menor interesse. A personagem, desde o começo de sua série solo, parece viver somente aventuras descartáveis, enfrentar vilões mequetrefes, e ter um elenco de coadjuvantes com quem ninguém se importa (caramba, será que tem mesmo alguém que goste da tal Araña?).

Minha opinião é a de que a heroína é apenas uma coadjuvante mais ou menos. E ler histórias de coadjuvantes xaropes, atuando com outros coadjuvantes ainda mais xaropes, é de lascar. Prefiro pular ou folhear quando tiver tempo sobrando.

Para encerrar, temos a quarta parte da mini-série dos Illuminati - o clube do bolinha super-poderoso da Marvel.

A história se divide entre o divertido papo furado dos personagens, a respeito de seus problemas românticos com esposas e namoradas, e o confronto com Marvel Boy (que não é Vance Astro, e sim um guerreiro Kree, cuja mini saiu no Brasil pela Mythos, séculos atrás).

Achei essa história a mais fraca até agora. Os diálogos são ótimos, claro. Mas acho que poderiam ter escolhido uma ameaça mais digna de nota para ser confrontada pelo grupo. Galactus, talvez? - ou o Homem Impossível? :P

Mas, apesar da Miss Marvel, esta revista foi uma de minhas melhores aquisições neste mês de Maio.

Que Junho chegue logo! - e Thor, finalmente, volte a ter suas aventuras solo. O latinha que se cuide.

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