CINEMA: TRÊS FILMES QUE MERECEM A PIPOCA



Trailer legendado em português e em alta definição, do futuro sucesso da Marvel: Homem-de-Ferro

Bom, estes dias fiz algo que não fazia há muitos anos: ir ao cinema por duas semanas seguidas.

Parece pouca coisa, mas para mim é um verdadeiro recorde.

Há alguns filmes que, para um aproveitamento melhor, merecem serem assistidos no telão.

Porém, isso não significa necessariamente que são obras de arte.

Exemplo: Transformers tem muito mais graça em um cinema. Amanhecer dos Mortos, até pelos sustos que prega, também.

Já algo como Fargo ou Todo Mundo em Pânico, assisto numa boa na tv 14 polegadas que tenho aqui em casa, sem prejuízos no quesito diversão.

Como eu disse antes, não é questão de qualidade da película, mas sim do melhor custo/benefício.

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Mas indo direto ao ponto, segue abaixo as 3 produções que assisti recentemente e recomendo:



Eu Sou a Lenda: Will Smith não é um nome que, sozinho, me leve a assistir um filme. Porém, fiquei intrigado com a trama desta produção. Nela, acompanhamos a vida do último ser humano do planeta (Smith), tentando sobreviver em um mundo cheio de monstros com características que ficam num meio termo entre vampiros e zumbis.

Enquanto tenta procurar uma cura para essa praga que transformou quase toda a população mundial (?), o protagonista fica a maior parte do tempo sozinho na tela. E, por incrível que pareça, isso não significa duas horas de tédio e monólogos chatos. O papo furado do personagem é enxuto, e não chega a soar ridículo nem quando ele conversa com seu cachorro.

Cenas grandiosas de uma Nova Iorque abandonada, rodadas em locação, foram parte do motivo pelo qual acabei me interessando em ver isso na telona.

Gostei da interpretação do camarada. Mesmo quando fala sozinho, não me pareceu forçada. Ruim mesmo, só o final - que me pareceu apelativo e emotivo demais.

Aos nerds, uma referência logo no comecinho de Eu Sou a Lenda:
um cartaz que anuncia, em um dos cinemas, o que parece ser o primeiro crossover entre as franquias do BATMAN e do SUPERMAN… só mesmo um de nós poderia ter pensado naquilo! :D



Juno: só uma sala de cinema está exibindo esta produção em minha cidade. E num horário que considero bem ingrato: 22:00. Além do ingresso mais caro (Cinemark), ainda tive de morrer numa grana extra para pagar o táxi na hora de voltar para casa…

Mas felizmente, valeu a pena.

Nesta comédia dramática, a história é focada na adolescente que dá nome à produção - interpretada por Ellen Page, a menininha nada frágil de Menina Má ponto com (argh!).

O enredo, sendo bem sucinto: Juno engravida acidentalmente (em sua estréia) com Bleeker (Michal Cera, de Arrested Development) mas ao invés de ficar com a criança, resolve procurar um casal para adoção (Jennifer Garner e Jason Bateman).

A garota é uma figura: bem humorada, alto astral e apaixonada, tem muito mais profundidade que a maior parte das meninas que vemos na tv e no cinema. Só sua simpatia já valeria o ingresso (a atriz é o carisma em pessoa)…

…porém, o filme não é só a Juno. A história é interessante, bem dirigida e sem exageros - além de muito pé no chão. O resto do elenco se mostra a altura, e a trama é desenvolvida sem os clichês comuns ao gênero.

A imprensa tem chamado o longa de nova “Pequena Miss Sunshine”, mas não acho uma comparação muito boa. Só porque abordam a infância e a adolescência sem histeria? Isso não justifica essa comparação.

Bem, o caso é que gostei bastante e recomendo.

Caso não ache nenhum cinema comercial exibindo, procure pelas salas estilo Espaço Unibancool de Cinema. Tenho certeza que a chance de achar um horário com Juno é grande. Do contrário, não esquente. Na telinha deve dar um programaço, sem prejuízos na diversão!

Aliás, um registro: me espantei com a quantidade de casais mais velhos na sala. Não que eu ainda seja um adolescente, nem nada, mas será que a faixa etária que um filme destes atinge não chega ao pessoal retratado na telona?

Um pequena dúvida que tenho: lendo a Veja da semana passada, acabei descobrindo que o lançamento nacional é no dia 22. Porém, a sessão que estive está sendo exibida TODOS OS DIAS. Então, não entendi o que está acontecendo.



Cloverfield - O Monstro: aqui está o filme de monstro do produtor de LOST, J.J. Abrahams.

Além da estréita me pegar de surpresa, o longa ainda conseguiu ganhar um ridículo sobrenome brasileiro, dando ao negócio uma cara daqueles filmes podraços que passam no SBT em final de domingo (sabe aqueles comerciais com a estampa “pela primeira vez na televisão”?).

Maaaas… não se deixe levar por esta pequena tosquice. É um filme bem melhor do que seu nome aparenta.

Ao invés da estrutura normal a que todos estamos acostumados em filmes de monstros/catástrofes, onde temos a visão geral do que está acontecendo, em Cloverfield só vemos na tela o lado das pessoas comuns - que não conseguem entender o que ocorre, só querem escapar da situação.

É um recurso interessante e que é bem executado. Mas tenho certeza que não é para qualquer público.

Gente acostumada com histórias mais comuns, com certeza vai se levantar e ir embora antes do final da fita - o que eu vi acontecer com um casal que estava atrás de nós, e saiu logo na primeira meia-hora (quando, creio eu, deve ter notado que o estilo documental seria mantido até o final).

Na trama, acompanhamos um pequeno grupo de amigos em sua jornada pela cidade sitiada de Nova Iorque, documentada pela câmera digital de um dos camaradas.

Correria, a reação militar, os espirros do monstrengo, tudo é apresentado pela lente da máquina caseira. Nada de interrupções para apresentar o que se passa pela cabeça do governo, ou qual a reação mundial ao que está acontecendo.

Usar essa ignorância é bacana para aumentar a tensão, mas achei um pouquinho cansativo a certa altura.

Ainda assim, um filme interessante. Vale pelos sustos e pela idéia bem explorada. Feito para chamar a atenção da geração youtube, sem dúvida alguma! :)

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Monty Python e o Cálice Sagrado

Data de publicação deste texto: Friday, February 15th, 2008 at 12:00 am. Arquivado em Figuras de Ação, Filmes, Vídeos. Você pode acompanhar os comentários deste post assinando o feed RSS 2.0. Registre seu comentário, ou mande um trackback do seu site ou blog.

One Response to “CINEMA: TRÊS FILMES QUE MERECEM A PIPOCA”

  1. Lucas Ed. says:

    Engraçado que eu também foi ao cinema três vezes nas últimas três semanas, Fritador. Entretanto, diferente de você, não assisti Juno (ainda que quisesse) ou Cloverfield (ainda que NÃO quisesse). Fui assistir “Eu sou a Lenda” (e acrescento outro ponto nerd: do lado de fora da locadora de filmes, há um pôster de filme do Lanterna Verde); O Gângster e Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da rua Fleet (cara, custei pra decorar esse nome!).
    Recomendo todos os três, mas, para cinema, Sweeney Todd é mais recomendável. Dá pra assistir “O Gângster” em casa numa boa…

    Fritador - Cara, meu normal é uma vez ao mês, quando muito. Tá difícil um filme me convencer a morrer em quase trinta reais para sair de casa…mesmo dvds andei dando uma parada. Quando compro, dou prioridade aos boxes de séries que me agradam (melhor custo / benefício!).

    Ptz, esse lance do Lanterna me passou batido! Já tá virando modinha. :D

    Sweeney Todd eu acho que vou passar por ser musical. Ainda que eu goste do Burton, também ando meio saturado do Depp.

    AGORA, Juno é o melhor destes três aí em cima. História simpática, elenco afinado, tudo nos trinques. Pena que não entre no circuitão comercial.

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