
Perante o último desastre aéreo, foi impossível não aderir à campanha proposta pelo blog Update or Die.
Ainda que, no meu caso, meu boicote seja mais amplo.
Comecei a voar com certa regularidade apenas recentemente - embora quando mencione “regularidade”, o mais correto seja ANUALIDADE - mas desisti. Chega.
Irá demorar um BOM TEMPO até que eu crie coragem para enfrentar de novo um aeroporto brasileiro… até lá, seguirei com os (um pouco menos) arriscados veículos terrestres.
Como acreditar que algo vá ser resolvido se os próprios membros do governo possuem atitudes como estas?
Gostaria que o transporte público terrestre (leia-se: ônibus) causasse a mesma mobilização nacional que o transporte aéreo está causando.
Aqueles que reclamam das condições do sistema de aviação provavelmente nunca entraram num ônibus na Grande São Paulo às seis da tarde. Isso sim é o caos !
Fritador, há cerca de três meses atrás era eu quem embarcava num avião nesse aerporto. Pensei que seria a melhor opção para evitar o cansaço de uma viagem que tive que fazer com urgência, e que me levaria a ter que dirigir por horas a fio sem poder contar com pelo menos um dia de descanso antes de voltar a pegar no batente. Me arrependo. O vôo foi remarcado, esperei um bom tempo no aeroporto para poder embarcar, e ainda me colocaram há muitas poltronas de distância de minha garota. Fora o desconforto do vôo. Que me perdôem os usuários habituais desse meio de transporte, mas voar não é pra mim… Fiquei muito insatisfeito e prometi a mim mesmo que não viajo mais de avião. Esse era o meu primeiro vôo desde que viajei há muitos anos, ainda no colo de minha mãe, quando não podia escolher… E embora a minha escolha seja a de não voltar a voar mais, seja em que aeroporto for, eu certamente apóio a campanha. Voar já é ruim demais pra alguém merecer um pouso ou decolagem em Congonhas… É uma piada absoluta um aeroporto no meio de arranha-céus de uma grande metrópole…
Comecei a voar na onda das mega-campanhas promocionais que as empresas aéreas vêm fazendo nos últimos anos.
Em todas as oportunidades, os valores pagos foram inferiores aos das passagens terrestres - daí minha escolha.
Porém, em termos de economia de tempo e comodidade, reconheço que foi um mau negócio pois com os trâmites (check in, filas, etc, etc) tudo acabou resultando numa perda de tempo maior do que se eu tivesse embarcado num ônibus.
Com tudo que está acontecendo nos aeroportos e nos céus brasileiros, avião mesmo, agora só na marra.
Fritador, desculpe o meu erro ortográfico: eu escrevi diri”j”ir, e é claro que o certo é diri”g”ir… Desculpas aos leitores do Pastel de Vento…
E gostaria também de parabenizar o colega Gabriel Rey pela crítica perfeita da cobertura da crise aérea. Fora o desastre; que, obviamente, é um lastimável acontecimento que a mídia deve mesmo cobrir; a tão falada crise não chega nem perto da “crise” de transporte pela qual passam diariamente os humildes de nosso país, espremendo-se em ônibus e trens mal-cuidados e super-lotados para ganharem o pão de cada dia… Isso sim é crise!!! Uma que perdura por muitos anos, e para a qual os meios de comunicação não parecem dar a devida atenção…
Nem esquenta, Christian. De qualquer forma, já corrigi o problema.
Fritador, não sei se é o caso de colocar o link aí pros amigos. É que achei a SUPERGIRL à venda nas Americanas, e deve ter gente aí que gostaria de tê-la na coleção. Segue o link…
http://www.americanas.com.br/prod/677117/hsdc/4766
Olá, Christian.
Valeu pelo toque! Já tenho a minha mas não custa dar uma dica para a galera.
Grande abraço!