TURMA DA MÔNICA ganha novo personagem: ALFACINHA, o miúdo luso

António Alfacinha
Uma alfacinha e uma cebolinha


Na revista [BP]CEBOLINHA[/BP] de Julho (edição número sete), editada pela nova casa da [BP]TURMA DA MÔNICA[/BP], a [BP]PANINI COMICS[/BP], estréia um novo personagem: António Alfacinha - o miúdo luso.

Quando vi a capa na banca, não resisti à curiosidade em saber como seria a tal história, e acabei gastando meus suados dois reais e noventa centavos para saciá-la (em Portugal, seria um euro e quarenta :D ).

O tal Alfacinha é irmão de um dos personagens terciários da turma, um tal de Manezinho (na verdade, apelido para MANUEL), que antigamente não dava as caras com muita frequência nas histórias. Cabelo com corte à la banana, semelhante ao da Mônica, e vestindo um macacão vermelho, o garoto faz parte da Turma do bermudão (que também conta com TITI e JEREMIAS).

Para mim, que andava afastado dos quadrinhos do Mauricio de Sousa há alguns séculos, foi uma verdadeira novidade saber que existe essa tal panelinha (achei que o Titi e o Jeremias usavam shorts, mas tudo bem).

O miúdo luso aparenta ser da mesma faixa etária que os personagens principais da turminha - isso não chega a ficar explícito. Tem cabelo em formato de bigode português e veste-se com as cores da bandeira de Portugal. Embora na capa da revista ele apareça como que chegando no Brasil, Alfacinha é introduzido na história sem maiores explicações.


A Turma do Bermudão: Titi, Jeremias e Manezinho

A trama da história gira em torno das confusões geradas pelas diferenças entre a língua portuguesa falada no Brasil e a que se fala em Portugal (já que António ainda utiliza uma série de expressões de sua terra natal) e pelo interesse romântico do garoto pela [BP]MÔNICA[/BP] - o que deixa Cebolinha enciumado.

Bom, mesmo para crianças, achei a historinha chatinha demais. Como precisa ser didática, já que vira e mexe são utilizadas palavras originárias de Portugal, há um monte de legendas nos rodapés - isso quando as falas dos personagens não são utilizadas para explicar o que o garotinho luso está querendo dizer.

Acho que a última boa idéia para um novo personagem da turminha foi o Do-Contra… de lá para cá, parece que tudo o que é criado visa apenas explorar um nicho diferente de mercado - deficíentes físicos, personalidades do futebol e, agora, a vendagem além-mar.

Espero ansiosamente pelas reedições dos clássicos da turminha*. Será que irão sair mesmo?

(*pois os almanaques atualmente editados, após uma rápida folheada, parecem só reeditar materiais muito recentes).



3 Responses to “TURMA DA MÔNICA ganha novo personagem: ALFACINHA, o miúdo luso”

  1. Concordo em gênero, número e degrau, Fritador.
    Boa inovação foi o Do Contra… O resto… Maurício se perdeu no mercadismo politicamente correto…

  2. Ok, hora da resposta democrática…rs

    Eu não acho que a inclusão de personagens de nicho seja um problema em si, por que, afinal, se existe um nicho, é porque há leitores que gostariam (em tese) de se ver representados.

    Eu, por exemplo, gostaria MUITO de mais personagens GLS nos quadrinhos. Na verdade, acho que o meio como um todo se beneficiaria de uma diversidade maior, tanto racial, quanto de gênero, sexualidade ou outras características.

    Acho que a palavra-chave do problema não é “nicho”, mas “chato”. O Fritador falou que achou a história chata e didática demais, e esse sim, é o problema. Tenho certeza que ninguém se incomodaria de ter maior diversidade nos seus gibis se as histórias fossem boas e se aproveitassem bem das possibilidades que a diversidade oferece.

    Pronto, desligando modo militante-xiita…rs

    Abraços,
    J.

  3. pasteleiro says:

    Olá, James.

    Entendi seu ponto de vista, amigo. Realmente, se soubessem equilibrar o fator comercial com o criativo, eu nem reclamaria.

    Grande abraço
    Fritador.

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